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Sexta-feira, 29 de Fevereiro de 2008

Riquezas no fundo do mar

Em alto-mar, está a mola mestra da economia de Macaé. Retirado de profundidades de quase dois mil metros, o petróleo movimenta um exército de nada menos que 46 mil pessoas na exploração e produção nas 45 plataformas da Petrobras na Bacia de Campos.
As 45 plataformas e as 27 sondas de perfuração e completação contratadas operam 676 poços, com produção média diária de 1,5 milhões de barris de óleo e 22 milhões de metros cúbicos de gás natural. Escondidos debaixo d´água, estão 4.200 metros de dutos, que junto com navios escoam a produção para o continente. O óleo corresponde a 85% da produção nacional, e o gás, a 47%.
A reserva provada de óleo na Bacia Sedimentar de Campos é de 11,18 bilhões de barris de óleo equivalente (boe). Os campos de exploração e produção da Petrobras se espalham por 115 mil quilômetros quadrados, em profundidades de até 3.400 metros.
Até 2010, a Petrobras vai investir US$ 25,7 bilhões na Bacia de Campos, o equivalente a 63% dos recursos da empresa em Exploração e Produção para todo o país. Foi a atividade de exploração de petróleo que fez Macaé crescer. A cidade hoje sedia mais de quatro mil empresas, entre elas, gigantes do setor offshore, como a Halliburton, a Schlumberger e a Cooper Cameron. O desenvolvimento da cidade fez crescer quase todos os setores da economia, principalmente na área de serviços, com investimentos em gastronomia e hotelaria.

Fonte: site da prefeitura municipal

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Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2008

Teatro municipal reformado!

O prefeito Riverton Mussi inaugurou nesta terça-feira (26), às 19h30min, o Teatro Municipal de Macaé, após reforma geral. Ele abordou outros projetos culturais para o município como o Cine Clube Macaé Petrobras e o aproveitamento do atualmente desativado Terminal Rodoviário da Barra de Macaé para atividades culturais.
O teatro foi entregue à comunidade com melhor acústica, iluminação cênica e acesso para deficientes físicos e pessoas obesas, além de mais segurança e conforto. O público lotou a platéia para assistir, após a cerimônia, a peça com entrada franca “Cinco Mulheres por um Fio”, com Solange Souto.

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Sábado, 23 de Fevereiro de 2008

Lagoas de Macaé

Duas importantes lagoas têm especial significado para a geografia do município.



A Lagoa de Imboassica localizada muito próximo do centro urbano, apesar de ser desaconselhada para o banho, é muito utilizada para a prática esportiva e para a pesca. Apreciar o pôr do sol em Imboassica é um momento de prazer e alegria que jamais será esquecido.

Já a Lagoa de Jurubatiba mantém-se íntegra e despoluída. Ela dá nome ao Parque Nacional de Jurubatiba, mas a pesca é proibida em toda a sua extensão.

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Macaé e Rio das Ostras aguardam duplicação da RJ-106

Convênio que garante a obra deverá ser assinado até o final de fevereiro

O trecho de 26 quilômetros da Rodovia Amaral Peixoto (RJ-106), que liga as cidades de Rio das Ostras e Macaé, será duplicado. O projeto será posto em prática com a formalização de um convênio que, segundo informações da prefeitura de Rio das Ostras, deverá ser assinado até o fim de fevereiro.

A reafirmação da parceria entre governo estadual e os dois municípios aconteceu durante a visita do governador do Rio, Sérgio Cabral, a Macaé na terça-feira (19 de fevereiro), com garantias de que o projeto também contará com recursos da Petrobras.

As obras irão contribuir para melhoria da segurança na rodovia, que tem um fluxo intenso de veículos, pelo fato de muitos moradores de Rio das Ostras trabalharem em Macaé.

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Ilhas de Macaé

Ilha Sant'Anna
Um dos principais santuários ecológicos de Macaé, fica a 5 milhas da costa, sendo formado pelas ilhas do Fracês, Sant'anna e Ilhote Sul.

Ilhote Sul
Tem uma área de 120 m, inóspita, tornou-se um exepcional ponto pesqueiro.

Ilha do Francês
É a mais acessível, porque tem uma enseada, que forma uma praia mansa, onde o banho é um convite ao lazer e o mergulho submarino é praticado intensamente nas suas inúmeras lajes.

Praias de Macaé

Praia dos Cavaleiros
Maiore mais frequentada praia da cidade, onde estão localizados os principais bares e restaurantes da cidade. Ideal para o banho e para a pesca em suas várias lajes e costões. Na Praia dos Cavaleiros realizam-se as competições esportivas do FestVerão.

Praia do Campista
Praia de Águas Fortes e muitas ondas, é de mar aberto e agitado, sendo muito utilizada para a pesca. Localiza-se entre a Prainha do Farol e a Praia dos Cavaleiros, muito próxima ao centro urbano.

Praia de São José do Barreto
A Praia de São José do Barreto é um prolongamento da Praia da Barra. Recebe alguns detritos do Rio Macaé. É uma das preferidas pelos pescadores de linha. Esta praia atravessa o Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba. Não indicada para Banho.

Praia de Imbetiba
A Praia de Imbetiba abriga hoje o Terminal de Imbetiba, em apoio as atividades de extração de petróleo na plataforma continental. Recebe descarga de afluentes sanitários tratados do bairro Parque Valentina Miranda e da Petrobrás. É muito procurada para a prática de cooper e para passeios ao amanhecer e ao entardecer

Praia do Pecado
A presença de rochas que afloram do mar a uma distância e 50 a 180 metros da costa, além de ondas fortes, tornam a Praia do Pecado ideal para prática de surf e bodyboard. Com 1,5 km de extensão e águas mornas e transparentes a Praia do Pecado também é procurada por banhistas que praticam a pesca de linha e rede, sendo que junto ao costão também pratica-se a pesca de mergulho.

Praia do Farol
A Prainha do Farol tem apenas 120 metros de extensão. Quando o mar está calmo, suas águas cristalinas são um convite ao banho e também para a pesca. Nesta praia localiza-se a ruína do antigo farol de Macaé, construído em 1880, nos primeiros anos de existência do município.

Praia do Forte
Com apenas 180m de extensão está interditada para o banho. Vale a visita ao vizinho Forte Marechal Hermes.

Prainha da Ilha do Francês
Com apenas 180m de extensão está interditada para o banho. Vale a visita ao vizinho Forte Marechal Hermes.

Praia do Lagomar
A praia do Lagomar é uma das mais piscosas do município. Localiza-se a pouco mais de 10 km da Barra de Macaé. Embora não seja indicada para o banho suas águas são mais propícias para a pesca, sendo abundantes o robalo, bagre, sarga, sardinha e cação. Nesta praia localiza-se a "barra" da Lagoa de Jurubatiba.

Praia da Barra
Localizada na foz do Rio Macaé a Praia da Barra tem aproximadamente 2 Km de extensão. Esta praia recebe muitos detritos do rio e por isso mesmo é desaconselhada para o banho, sendo mais utilizada para a pesca.

História de Macaé

No ano de fundação de Cabo Frio (1615) tem início a conquista dos Goitacás do Norte, com um triste episódio. Os habitantes da nova vila exigem a destruição dos nativos da vizinhança e espalham em seus campos roupas de doentes de varíola, a fim de contaminá-los. A medida desumana não traz qualquer vantagem aos feitores. O índio continua arredio e, nas planícies de Campos, ainda se mostra "intratável". Só com a ameaça de pirataria na região surge o interesse no povoamento de Macaé. Durante o domínio da Espanha sobre Portugal, o então ministro espanhol em Londres, o estadista Gondomar, alertou o governo de Madri quando soube da pretensa invasão de aventureiros ingleses. Sem recorrer à luta, o hábil diplomata conseguiu fazer com que os ingleses desistissem da investida. Mesmo assim, o governo espanhol tomou providências para defender a terra, ordenando ao governador-geral Gaspar de Souza que estabelecesse de cem a duzentos índios numa aldeia sobre o rio Macaé, defronte à Ilha de Santana, e que fundasse um povoamento semelhante sobre o rio Leripe (hoje Rio das Ostras), onde os inimigos cortavam as madeiras colorantes de Pau-brasil, principal mercadoria contrabandeada.

O filho de Araribóia, Amador Bueno, chefiou o povoado que corresponde hoje à cidade de Macaé. O outro núcleo primitivo se estabeleceu na Freguesia de Neves, onde o missionário Antonio Vaz Ferreira conseguiu catequizar os índios que campeavam às margens dos rios Macaé, Macabu e São Pedro. A colonização oficial, feita pelos jesuítas, só teve início em fins de 1630, quando eles começaram a erguer a Capela de Santana, um engenho e um colégio num lugar posteriormente conhecido como a Fazenda dos Jesuítas de Macaé. A dominação dos goitacás, e o possível acesso às suas planícies, foram conquistas obtidas pelo trabalho conjunto dos jesuítas João de Almeida, João Lobato e, principalmente, Estevão Gomes, capitão-mor de Cabo Frio. Rico senhor do Rio de Janeiro, Gomes conseguiu apaziguar os selvagens, por ter-lhes prestado ajuda na época da epidemia provocada pelos colonizadores.

Em 1695, um dos sucessores dos Sete Capitães, Luis de Barcelos de Machado, construiu a Capela de Nossa Senhora do Desterro, num lugar posteriormente conhecido como Freguesia do Furado e transferido em 1877 para os domínios do distrito de Quissamã. Apesar de todos esses esforços de colonização, até o fim do Século XVII, Macaé continuou desprotegida. Nas ilhas de Santana instalou-se um centro de piratas franceses que, em 1725, saqueavam todo o litoral. Roubavam embarcações e assaltavam os que traziam gados e mantimentos para a cidade do Rio de Janeiro.


Com a expulsão dos jesuítas, em 1795, por ordem do Marquês de Pombal, a localidade recebeu novos imigrantes vindos de Cabo Frio e de Campos para ocupar as terras já apaziguadas. O povoado progrediu, surgiram novas fazendas e engenhos. O desenvolvimento da região garantiu sua elevação à categoria de vila, com o nome de São João de Macaé em 29 de julho de 1813. Com o território desmembrado de Cabo Frio e Campos, Macaé torna-se município em 25 de janeiro de 1814. Passagem terrestre obrigatória entre o Rio de Janeiro e Campos, Macaé foi sede do registro criado pelos viscondes de Asseca, com a função de cobrar impostos e fiscalizar tudo o que saía da Paraíba do Sul, mantendo o território sob ferrenha opressão. Em 15 de abril de 1846, a lei provincial nº 364 eleva a Vila São João de Macaé à categoria de cidade.

Em 1862 já circulava o primeiro jornal, o "Monitor Macaense". Com o crescimento da produção dos engenhos de açúcar de Campos, o governo imperial se dá conta da necessidade de auxiliar o seu escoamento, pois o porto de São João da Barra já ultrapassara sua capacidade. Inicia-se, então, em 1872, a construção do canal Campos-Macaé, atravessando restingas, num trajeto de 109 quilômetros, utilizando como porto marítimo a enseada de Imbetiba. Nascia um importante porto para a economia fluminense, que seria palco de uma intensa agitação comercial no fim do período imperial. A criação da via férrea trouxe novo impulso, com as companhias concessionárias das Estradas de Macaé, do Barão de Araruama, do ramal de Quissamã e da Urbana de Macaé. Mais tarde chegaram os trilhos da Estrada de Ferro Leopoldina. Em 1910, o governador do Estado do Rio de Janeiro, Alfredo Baker, criou a Prefeitura Municipal de Macaé, entregando sua administração ao niteroiense Silva Marques. A população macaense não aceitou a imposição, impedindo a posse e levando o caso à Justiça, que impugnou o prefeito.

Ainda em 1938, a Comarca de Macaé passa a constar de dois termos: Macaé e Casimiro de Abreu. Vinte anos depois, a lei 3.386 constitui a Comarca de Macaé de um só termo, o município de Macaé, composto pelos distritos de Macaé, Barra de Macaé, Carapebus, Quissamã, Córrego do Ouro, Cachoeiro de Macaé, Glicério e Sana. Mais tarde seriam incorporados os distritos de Vila Paraíso, Frade, Parque Aeroporto e Imboassica. As principais lavouras do município são a cana-de-açúcar, laranja, tomate, café, mandioca, banana, feijão, batata-doce, milho, arroz e abacaxi. A pecuária também é bastante desenvolvida. De sua arquitetura colonial, Macaé conserva apenas a Igreja reformada de Santana e o Forte Marechal Hermes, de 1651. A lenda diz que essas duas construções se uniam por um túnel, feito pelos jesuítas, onde eram escondidos tesouros. Hoje, a descoberta de petróleo na plataforma continental trouxe grande impulso à economia local, fazendo de Macaé um dos municípios que mais contribuem para a geração de riquezas para o Estado do Rio de Janeiro.

Fonte: Centro de Memória Antonio Alvarez Parada

Origem do Nome


Quanto a origem da palavra, não resta dúvidas de tratar-se de um vocábulo indígena, porém queriam alguns estudiosos que o termo procedesse da corruptela de maca-ê “que entre os nativos significa macaba doce, por extensão coco doce, produzido pela palmeira macabaíba, abundante na região”, outros afirmavam que os índios Goytacás se utilizavam da palavra Macaé, para denominar o rio deste nome, que significaria “Rio dos Bagres”. Hoje já existe um acordo entre tupinólogos de que o mais provável é que o termo provenha do popular e delicioso “coco de catarro”, ou seja, do fruto da macabaíba, a imponente “Phoenix Dactylifera”, que sobre um campo azul ornamenta a nossa bandeira.